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Sobre outras coisas

Sobre outras coisas
Hoje não vou falar sobre política, vamos falar sobre outras coisas. Existe um universo inteiro de perspectivas, ideais e esperanças nos aguardando.

Há muito não escrevo. Já disse antes o quanto sinto falta desse espaço, de poder falar sobre muitas coisas e fazer amigos. Agora que finalizei a faculdade pretendo voltar, talvez um post a cada 15 dias.

Falando em faculdade, acredito que todo estudante um dia pensa que nunca vai acabar. Nunca pensei que quatro anos poderiam demorar tanto, olhando sobre este ponto de vista. Mas acabou e agora parece que foi ontem que estava começando. Desse período eu trouxe boas experiências, uma prova de resistência (e isso conta muito nos dias de hoje), menos certezas do que as que eu tinha quando comecei o curso, excelentes amigos e um diploma para enfeitar uma gaveta qualquer. Até porque, hoje em dia diplomas são meros enfeites. Foram bons anos, apesar das decepções. Foram bons aprendizados, apesar das falhas. Foram boas conquistas. Hoje digo que o que mais valeu a pena foi a capacidade de amadurecer, apesar de ter me formado em um curso de exatas, a experiencia de conviver com várias pessoas diferentes em si, com crenças e culturas e expectativas distintas me mostrou um novo jeito de entender e coexistir neste mundo. Aprendi, sobretudo, a ouvir e a permanecer cada vez mais em silêncio e aprendi que muitas das vezes, quase sempre, o mundo não quer sua opinião, a não ser que isso vá realmente mudar alguma coisa.

Algo que tenho notado, principalmente nos últimos meses, é o quanto as pessoas estão agressivas. Ou talvez eu que não olhava direito antes e só percebi isso agora. Cada dia mais torna-se complicado estabelecer novos laços, vejo que as pessoas estão em uma constante disputa de quem está certo e isso tem superficializado as relações. Não sei o que tem acontecido com o tempo, mas ninguém mais tem tempo para tomar uma cerveja com os amigos, ninguém para e admira uma paisagem ou tira uma foto do pôr do sol. As pessoas não conversam mais por longos períodos e a comunicação se resumiu em troca de mensagens no whatsapp. Será que é esse o caminho natural das coisas e eu que fiquei presa de mais ao passado? Ou fui eu que desacelerei e de repente percebi o quanto estamos "sozinhos" mesmo com a agenda do celular cheia de contatos? Não sei dizer, sei que me faz uma falta imensa passar um dia inteiro sentada em uma cafeteria ou em um bar, jogando conversa fora, falando sobre tudo ou só lembrando as aventuras passadas.

Quem nunca fez promessas de ano que atire a primeira pedra (e quem as esqueceu antes de terminar janeiro também). Mas quando inicia o ano inicia-se também um novo ciclo. Agora, são mais 365 dias para mudar alguma, para fazer com que este ano seja diferente dos que já se passaram. Mesmo que parece meio surreal e forçado, as vezes, um novo ano sempre vem com um estoque de esperança. Talvez suas metas para 2017 seja algo radical, mudanças que impactarão a sua e outras vidas, ou talvez seja apenas algo simples, uma sutil e pequena mudança, quase imperceptível. Mas, particularmente, acho válido a expectativa de mudar, mais válido que querer permanecer o mesmo para sempre. Vejo muitas críticas, seja humoradas ou não, às pessoas que fazem promessas de ano novo, mas não entendo porque tanta contrariedade. Talvez seja uma forma de alguém apenas almejar sua mudança, mesmo que não consiga buscar aquilo. Eu não promessa alguma, mas estabeleci algumas metas, de leitura, de trabalho, de estudos, para poder organizar melhor meu tempo, mas sobretudo, em 2017 quero praticar mais a empatia, aprender a me colocar no lugar dos outros ao invés de julgar. Embora quebrar conceitos seja algo difícil e quase sempre estamos propensos a "julgar primeiro, entender depois", um pouco de prática todos os dias pode desintegrar paradigmas e ocasionar mudanças.

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