[...] no mais, estou indo embora [...]

Era sempre...
quando ia chegando a data já se ouvia de longe sobre as comemorações. Nunca conheci ninguém que gostasse mais de comemorar seu aniversário. Embora difícil, ele celebrava a vida... todos os anos à sua maneira...
Ao som de Zé Ramalho, tomando skol e virando um churrasco... era sempre...
A gente sentava e ficava falando de coisas triviais, de planos que nunca  seriam reais, de faz de contas...
E assim ia... todos os anos...

Hoje as canções não tem mais o mesmo sentido. Já nem consigo ouvi-las...

Viu como o dia amanheceu cinza? Ele sempre se intrigava como eu podia gostar mais de dias cinzas,
"deixa de ser boba, menina!" ele dizia... "como alguém pode gostar de dias nublados?"
Hoje o dia amanheceu cinza... e não há o som da sua voz...

Ah, pai... se você soubesse que falta faria...

Se você soubesse como os dias dias perderiam o sentido sem você aqui. Se imaginasse quão vazio ficaria sem sua alegria, suas brincadeiras, seu jeitinho estabanado... se soubesse...

Já dizia o poeta que as pessoas sempre vão cedo de mais, e é verdade! Nunca estamos preparados para deixar que as pessoas que amamos... sempre queremos mais um momento, mais um dia, mais um ano... não queremos dizer adeus...

Hoje, o dia sem você não tem sentido.

Não tem sentido tentar dizer, apenas sentir e guardar as lembranças de tudo o que você foi pra mim...

[...] no mais, estou indo embora [...]



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